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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Entrevista exclusiva: Ex-secretário de cultura do governo Maggi diz que os “culturetes” passam fome

O ex-secretário de cultura do Governo Blairo Maggi, escritor e presidente do Instituto Histórico de Mato Grosso, João Carlos Ferreira, disse em entrevista exclusiva ao programa de TV Diversidades, veiculado toda semana no Blog do Jornalista Leandro Nascimento no interior do Estado, que a cultura ainda não é prioridade para os governos e que muitos trabalhadores da cultura passam fome ser ter como subsidiar suas artes.

João Carlos criticou a postura do governo em relação a Cultura, disse que o mesmo só se importa com infra-estrutura, afirmou categoricamente que é preciso um plano urgente para que a cultura se torne essencial, pois com a mesma é possível qualidade de vida, saúde preventiva, e muitos outros feitos que é proporcionado pela mesma.

Na entrevista João ainda falou como chegou na secretaria de cultura do Estado, como que encontrou a pasta quando assumiu e como a deixou quando saiu, falou da sua história em Mato Grosso, dos livros escritos, do Instituto Histórico, e disse como estava o Instituto quando assumiu a presidência e afirmou que a instituição estava semi-abandonada.

Veja entrevista na íntegra assistindo os vídeos:









terça-feira, 6 de abril de 2010

Ex-secretário de Maggi recebe convite para Cultura de Cuiabá

Romilson Dourado

João Carlos, ex-secretário de Cultura do Estado Mesmo às vésperas de deixar o cargo de prefeito da Capital, Wilson Santos, numa articulação com seu sucessor Chico Galindo (PTB), que tomou posse na última quarta (31), formalizou convite para o escritor e ex-secretário de Estado de Cultura da gestão Blairo Maggi, João Carlos Vicente Ferreira, vir a assumir a pasta homônima no âmbito de Cuiabá.

João Carlos seria opção para substituir Adevair Cabral, que reassume a cadeira de vereador no próximo dia 12, determinado a fazer campanha pela presidência da Câmara. Desde outubro do ano passado, Adevair responde pela pasta. Ele assumiu dívidas milionárias do antecessor Mário Olímpio (PV), que se afastou da administração com propósito de concorrer a deputado estadual.

As negociações de bastidores apontam para uma jogada estratégica do grupo de Wilson, que renunciou ao mandato e vai concorrer ao governo estadual pelo PSDB, com apoio do PTB e do DEM. O tucano quer atrair aliados para compensar a perda de outros para o Palácio Paiaguás, como do médico Kamil Fares, que assumiu a Saúde do governo Silval Barbosa, e o humorista Justino Astrevo, o Lau, da dupla Nico & Lau, que, embora tenha sido secretário de Cultura do ex-prefeito Roberto França, sob indicação do vereador Francisco Vuolo, demonstrava certa simpatia pela pré-candidatura tucana à sucessão estadual. Astrevo agora vai ocupar o cargo de adjunto de Cultura do Estado e é mais um que fará campanha para Silval.

João Carlos, ex-PP e hoje filiado ao PTB, é pré-candidato a deputado estadual. Segundo informações, ele pediu trégua ao Palácio Alencastro até a próxima semana para comunicar se aceita ou não integrar o primeiro escalão do prefeito Galindo, que também pertence aos quadros petebistas. A tendência é que o escritor e ex-secretário diga "não" ao convite, mantendo, assim, o despreendimento de enfrentar o teste das urnas pela primeira vez. Ele foi secretário por quatro anos. Substituiu Dito Paulo e conduziu a Cultura estadual de maio de 2004 a fevereiro de 2008. João Carlos havia se desincompatibilizado para concorrer às eleições daquele ano, ou a prefeito de Barão de Melgaço ou a vereador por Cuiabá. Na reta final acabou desistindo da disputa eleitoral.

Enquanto João Carlos recebe convite para assumir a Cultura, pedetistas brigam internamente por indicação de um nome da legenda. Um grupo se esforça para emplacar Paola Reis, que coordena a área financeira da pasta há cinco anos. Outro se manifesta contrário, sob argumento de que a pedetista, que concorreu e perdeu para vereadora, "não tem competência para tal" e "tende a usar a secretaria para fazer política". O curioso é que, num clima de racha, outra parte do emblemático PDT defende rompimento com a gestão Galindo porque, em tese, não apoiará para governador o candidato do Alencastro Wilson Santos, mas sim Mauro Mendes (PSB).

(Às 22h) - Adevair diz que Wilson citou João, mas não há confirmação sobre substituto

Adevair, secretário e vereador licenciado Adevair Cabral afirma que, numa conversa que teve com Wilson Santos antes deste deixar o cargo de prefeito, foi mencionado alguns nomes que poderiam ser convidados para ocupar a pasta da Educação, como do próprio João Carlos, do escritor e ex-vereador Moisés Martins e do cantor Arnaldo Pescuma, mas não há definição oficial sobre quem vai substituí-lo. Destacou ainda que vai mesmo deixar o primeiro escalão para reassumir a cadeira de vereador. Antes, porém, que conduzir a agenda festiva sobre o aniversário de Cuiabá, que completa 291 anos de fundação no próximo dia 8.

Perguntado sobre se o PDT, que deve perder a pasta da Cultura, sairá da administração por força do efeito das eleições gerais, o secretário Adevair lembrou que o partido faz parte da coligação que reelegeu Wilson prefeito em 2008 e que o tucano até agora vinha cumprindo o compromisso da legenda conduzir duas pastas. Lamenta que o partido queira rompimento. Diz não concordar com essa tese. "Não acredito e não concordo com a ruptura. Nós já perdemos uma secretaria e se houver rompimento vamos ficar sem nada". Adevair adianta que na próxima semana vai conversar com o prefeito Galindo em companhia do colega vereador Toninho de Souza, presidente do diretório pedetista da Capital.